2005-03-15

Manual: do Bom Designer

O profissionalismo e qualidade que se pretende atingir vêm nestas atitudes e métodos de trabalho.

1
Ser curioso, inconformado, e bem informado
Pesquisa. Pesquisa. E mais pesquisa. Sempre alerta a tudo: design gráfico/industrial/moda, arquitectura, todas as artes visuais e dramáticas, música bem variada, programas/documentários TV culturais, políticos, científicos, imprensa. Em suma: boa cultura geral.

2
Ciente do mundo
Saber que tudo o que nos rodeia, as nossas experiências pessoais e profissionais, a nossa maneira de ser e de ver o mundo se reflectem no nosso trabalho.

3
Autocrítico
Ser crítico em relação ao trabalhos dos outros e mais ainda quanto ao nosso próprio trabalho.

4
Sempre profissional
Saber que num trabalho se pode sempre fazer melhor. Mas convém que sejas tu a fazê-lo primeiro. Com planeamento e criatividade, originalidade e coerência, qualidade e eficácia. Vestir a camisola. Competitivo e ambicioso. Saber que existe sempre alguém que pode ocupar o teu lugar.

5
A união faz a força
Saber trabalhar em equipa. Não se isolar do mundo. A melhor ideia pode surgir ao virar da esquina ou a ouvir o amigo ou colega do lado.

6
Tolerância (e realismo)
Reconhecer que nem todos têm a tua maneira de pensar. Principalmente os clientes! Por isso é importante saber apresentar, explicar e defender o trabalho para conseguires ser ouvido. Reconhecer também que ninguém nasce ensinado. Mesmo que a escolaridade e cultura nacionais sejam a mais baixa da UE, podendo trazer contratempos.

7
Gráfico ama Macs
Se és gráfico abandona o CorelDraw. Aplica-te no Freehand e Illustrator. Photoshop vem por acréscimo. Só tens a ganhar com isso.
Excomunga o PC, e abraça o maravilhoso mundo Apple Macintosh. Cada vez mais baratos e sempre, sempre fiáveis. A ferramenta dos profissionais.

8
Curso a sério
Cursinhos de design tirados em poucas semanas, não servem para nada. Uma boa formação, de preferência universitária é essencial para criar um bom profissional. Actualizar-se com cursos de formação profissional.

9
Fontes
Ignora Avant Garde, Times, Comic Sans e Arial. Existem milhares e milhares de boas fontes prontinhas para serem usadas.

10
Concorrência desleal
Um arquitecto não é um designer (nem vice-versa) e, enganem-se aqueles que pensam que lá por ser arquitecto, sabe mais que nós. Um informático que faça coisinhas em flash, não é designer. Um curioso que faça uns bonecos, não é designer.

11
Léxico
Excomungar as palavras "espectacular", "fixe", "jeitoso", "giro" e "bonecos".

12
Cidadania
Pensar que ser designer é contribuir. Não fumar. Reciclar no local de trabalho e em casa. Votar.

13
Conclusão
Um Bom Designer não precisa de um Manual.


[elaborado por Zarp, Spear e Fox]

2 comments:

  1. Já que estamos em época de reflexão...

    Considero que o processo criativo é demasiado espontâneo, imprevisto, emotivo para podermos definir regras. Assim como o ambiente que nos rodeia. Os designers não somos todos iguais nem os que com eles interagem.
    Um bom designer cria com as ferramentas que tem. Isso pode significar, e isto para alguns é quase uma heresia, o Corel Draw, o PC.
    Pessoalmente, não me sinto uma privilegiada por ter um curso superior. Conheço designers excelentes com o 12º ano. A formação foi empírica. Mas a criatividade está lá.
    Ter confiança nas nossas capacidades, motivação e determinação. Vale a pena.

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  2. Talento: 80% da capacidade. Isso é algo que não está num manual, apenas na pessoa. O manual apenas reforça esse potencial talento, permite estruturar convenientemente um profissional do séc.XXI. Inspiração e transpiração precisam de seguir um método para resultados eficazes e desejados. Coisas, que por cá - a "província" - rareiam e intrometem-se no caminho daqueles que acreditam num manual deste tipo.

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