2010-07-25
2010-07-12
Campeones
2010-07-02
2010-06-17
1284
Vivo / Young&Rubicam Brasil / O2 Filmes
Eu Vivo a Seleção
2010-06-12
2010-06-11
World Africa

2010-05-22
2010-05-08
2010-04-20
O princípio da infelicidade
entre as nossas capacidades e as nossas expectativas"
Edward Bono
A minha postura de paixão nunca foi em momento algum de ferrenhice, histeria, intolerância, omnipresença. De tal modo que muitos julgam até que não aprecio futebol. Muito pelo contrário. O futebol foi desde pequeno uma oportunidade ímpar para o espírito de equipa, o partilhar de alegrias, o entusiamo do jogo bonito, a regra do fair play. E é por aí que desde os primeiros tempos de adepto do Liverpool vencedor da década de 70, passando pelo Mundial de 82 em Espanha, e todos os campeonatos da UEFA e FIFA seguintes, a adesão às cores sportinguistas, a empatia pelo Boavista e pelo Braga, a redescoberta das raízes pelo Chelsea (via Mourinho), a paixão eterna pelo Barcelona (via Figo), o encantamento por Cantona, Rui Costa, Figo, Raul, Zidane, Paolo Maldini, Davids, Van Basten, Klinsman, Beckham, Ryan Giggs, Drogba, Cristiano, Puyol, Xavi, Messi demonstram sempre a beleza deste desporto. Não sou um Luis Freitas Lobo (admirável) nem um exaltado treinador de bancada. Sem exuberância mas com descrição observo o futebol sem ler os jornais desportivos, estando mais a par das ligas inglesa e espanhola que da portuguesa pela qualidade inequívoca dos primeiros, e futebol visto na TV cinge-se a isso mesmo - pela qualidade - da Champions e Europa League, dos Campeonatos da Europa e do Mundo.
Contudo existem elementos vários que o conseguem ridicularizar e que no mínimo merecem que sejam ignorados, desprezados. Isto porque o presidente do Sporting, o meu clube, tem a proximidade com o ridículo em vezes demasiadas quando emite opiniões deveras originais e únicas, tal como aconteceu com esta:
"Quando alguma sportinguista tiver a infelicidade de se casar com um benfiquista, tem o dever de fazer com que o filho continue a ser sportinguista. Este trabalho de sapa nas famílias é fundamental e as mulheres têm um papel decisivo na orientação da vida das crianças".É de fugir! Não bastava o Sporting estar como está, muito por culpa deste senhor, vem agora com tiradas que roçam a intolerância e o desprezível, provando mais uma vez a falta de qualidade argumentativa de muitos dirigentes desportivos nacionais. O futebol deve ser falado e vivido na sua raiz, ou seja, pelo que sucede no campo com a bola, a beleza e a estratégia do jogo é que devem ser enaltecidos como argumentos primordiais da sua essência desportiva. O protagonismo deverá somente pertencer aos jogadores e à bola.
Claro que um clube apenas vive se tiver adeptos, mas este conselho como condicionante sine qua non é tão tola como intromissiva. Os bons valores que cada pai e mãe defendem serão transmitidos com base na honestidade e no respeito, não na exigência sem alternativa. Se para muitos o futebol é uma religião a sua perpetuação não deverá basear-se numa entronização unívoca e bacoca. A realidade vive de alternativas e opções, as nossas decisões devem estar mais condicionadas ao livre arbítrio e menos ao caminho único. Também a partir de casa a verdade desportiva deverá ter lugar, a paixão clubística terá sempre de possuir o respeito pela diferença e pelos outros. Se queremos cidadãos exemplares não o teremos sem adeptos exemplares.
Não nego o sportinguismo e labor profissional do senhor Bettencourt, mas desde que se tornou o líder do clube nunca o Sporting no seu todo viveu tantas trapalhadas e incoerências.
Infelicidade é ter um presidente que diz coisas destas.
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2009-12-14
2009-09-07
um jogo-metáfora

Dinamarca 1 - Portugal 1 (Foto Bob Strong/Reuters)
Há momentos assim. Onde o trabalho não é compensado com resultados. Quando os objectivos não se atingem para poder mudar as coisas. Imagens metafóricas de uma realidade mais vasta que se imagina. Na verdade, o jogo de Portugal em Copenhaga frente à Dinamarca, demonstrou-se como uma metáfora, cruel e sistémica do país que somos. Um esforço colectivo de (quase) última hora, jogo bonito e tentativas constantes mas falhadas (34 remates para 1 golo de empate), mudanças de rumo incompreensíveis (sai o Tiago?!), perder a cabeça quando inteligência urge, socorrer-se de gente de fora (Liedson) para salvar a honra.
Organização, trabalho e eficácia nem sempre jogam na mesma equipa, ou pelo menos, ao mesmo tempo. E isto vislumbra-se tanto no futebol como no país. Quando é preciso ganhar falha sempre qualquer coisa, e culpar as arbitragens não é desculpa aceitável para quem o principal trabalho não tem evidenciado rendimento necessário para ultrapassar as adversidades. Seja na selecção, seja nos clubes. Impedir que contrariedades façam desabar tudo como um baralho de cartas é trabalho de seleccionador, de estrutura, de treino, de cabeça. E jogar bonito não faz vencer jogos, golos sim. O que falta a Portugal é acreditar. Não somente que é capaz de vencer - tem jogadores para isso. Mas que vai vencer. Falta espírito vencedor em doses maiores.
Não entendo nada de tácticas, nem de posições ideais, mas sei que um jogo de futebol tem técnica e tem magia. E tem narrativa. Aliás, como um filme, ou géneros de filmes, vários tipos de estruturas narrativas. Documental, trágico, cómico, épico. Ao longo das partidas podemos compreender como é o enredo e qual poderá ser o desenlace final.
Eis alguns exemplos. Jogar para empatar é derrota quase certa. Jogar bonito mas sem golos é ineficácia. Jogar feio e ganhar é estrutura. Jogar mal e perder é castigo justo. Jogar mal e ganhar é sorte dos diabos. Rematar e insistir no golo, mais tarde ou mais cedo a bola entra. Esta última, se cumprida por mais de 20/30 minutos em actos continuadamente perdulários e escandalosos é certamente burrice, onde já nem a falta de sorte ou o azar correm pelo campo, e cujo destino é perder, mesmo que seja com um empate. Socorrer-se de Nuno Gomes nos útlimos minutos é acto de desespero com resultado obviamente nulo.
Uma das ferozes batalhas finais de um campanha inusitada - preenchida de maus resultados, desconfianças, desilusões - ocorreu este sábado, e temos um empate que é na verdade uma meia-derrota. A necessidade de ganhar tornou-se agora em urgência atroz. E assim, de tempos a tempos, Portugal (o país e o futebol) anda de meia-derrota em meia-derrota, num avanço inócuo para lado nenhum. Pelo longínqua estruturalização perdida (Queirós 1987-1994); quando as boas experiências passadas (Humberto Coelho) são esquecidas; e a persistência recente (Scolari) denegrida. Voltamos à constância do desperdício - desde as Descobertas, ao ouro do Brasil, dos milhões da Europa. A frequência do "gastar antes que acabe" tropeça tanto naqueles que têm como nos que pouco têm senão proceder assim. E no fim, ficamos a fazer contas. Uns se conseguem chegar ao mês seguinte. Outros para tentar esmiuçar a hipótese do Mundial.
Uma vez li num texto de Bruno Prata no Público a referência de alguém que dizia que existem três tipos de treinadores. Os competentes com sorte. Os incompetentes com sorte. Os competentes com azar. Ou seja, para entender de outra forma: Mourinho, Scolari, Queirós. Analisemos os percursos de cada um e entendem-se as falhas, os objectivos, o carácter, o ambiente. No fim desta campanha esperemos que o actual seleccionador passe a ser um competente com sorte. Era Carlos Queirós o líder da selecção quando se falhou o Mundial dos EUA em 1994. Na história das não idas a fases finais de competições até agora existe um falhanço histórico - Mundial de França em 1998. A hipótese de não atingir a África do Sul teme ser outro.
Pelo futebol da selecção entendemos a inconstância nacional. A glória de 1966 (Inglaterra). O deslumbramento de 1984 (França). A vergonha de 1986 (México). As vitórias inocentes de 1989 e 1991. A alegria de 1996 (Inglaterra). O falhanço de 1998 (França). As maravilhas de 2000 (Holanda). A vergonha de 2002 (Coreia). A magia de 2004 (Portugal) com final trágico. O quase pódio de 2006 (Alemanha). A desilusão de 2008 (Austria/Suíça). Altos patamares quase se alternam com percursos para esquecer.
Portugal é assim. Bipolar. De bestiais a bestas e vice-versa. Cada novo seleccionador é um salvador da pátria para logo de seguida cair no poço das más virtudes. Fernando Pessoa disse que faltava cumprir-se Portugal. O que o país precisa é de ir ao psiquiatra. Ainda para mais agora com as campanhas eleitorais no terreno e a permanente não-discussão de ideias ou soluções, e a costumeira eu-fiz-isto e tu-fizeste-aquilo cruzada com eu-não-fiz-isso e tu-não-fizeste-aqueloutro. Haja paciência.
Fartos de acusações, verdades dissimuladas, demagogias, confrontos de passado precisamos - quer no futebol, quer na política - de clareza, de seriedade, de solidariedade, de visão, de soluções a pensar para o futuro. Com tudo junto - futebol e política - as próximas semanas serão extenuantes.
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2009-06-18
Tanto

O valor de um homem não é medido pelo seu tamanho, mas sim pelas suas capacidades. E a qualidade paga-se. Ser bom e trabalhar para isso merece recompensa. Mas o peso do dinheiro pode ser demais para a balança do entendimento de qualquer um. Cristiano Ronaldo, português, melhor jogador do mundo, chega (por fim) ao Real Madrid por uma quantia astronómica. Trata-se de um novo recorde de transferência, e para a segunda equipa "galáctica" do Real em menos de dez anos. Contudo, por muito bom que seja - e sem dúvida que CR é - imaginar pagar €94M por alguém causa muitas perplexidades. Porquê tanto dinheiro? Porquê investir tanto num jogador de futebol? O bom senso leva-nos a avaliar tal quantia para tantas outras áreas - sociais, económicas, médicas - onde fariam mais falta e com uma utilidade muito maior. Investir quase cem milhões de euros na luta contra a malária faria toda a importância.
Numa crise mundial inédita, o uso de dinheiro tem de ser ponderado. No entanto, é de investimentos que precisamos para sair dela, e a "indústria" do futebol faz girar a bola do dinheiro. O Manchester United usará o pagamento para saldar dívidas. Outros clubes e empresas associadas verão este entrelaçado de relações como uma boa oportunidade para ultrapassar maus momentos.
Mas, faz sempre impressão, quase a roçar o escândalo, tanto dinheiro por jogadores de futebol. Numa hora Cristiano e Kaká ganharão mais do que muitos num mês. Não vejamos isto como inveja, mas tentemos compreender que a injustiça está mais do nosso lado que do deles. Eles são os melhores do mundo e merecem. No entanto não são os desportistas mais bem pagos do planeta. Na Fórmula 1, no ténis e no golfe, todo o investimento circula ao nível mais alto, fazendo muita gente e muitas empresas felizes.
2009-05-31
O último jogo / The last game
Luis Figo
Um dos melhores jogadores de futebol do mundo.
Uma carreira fantástica culminou este domingo no Inter de Milão frente ao Atalanta.
One of the best football players in the world.
An amazing career ended this sunday in Inter against Atalanta.
Sporting 1989-1995
1 Taça de Portugal
Barcelona 1995-2000
2 Ligas
2 Copas del Rey
1 SuperCopa de España
1 UEFA Taça das Taças
1 SuperCopa UEFA
Real Madrid 2000-2005
2 Ligas
2 SuperCopas de España
1 UEFA Champions League
1 SuperCopa UEFA
1 Campeonato Mundial de Clubes
Inter 2005-2009
4 Serie A
1 Coppa Italia
3 Supercopa Italia
Portugal 1991-2006
127 jogos, 32 golos
Capitão e líder incontornável
Captain and unconditional leader
France Football Ballon d'Or 2000
FIFA 2nd Best World Player 2000
FIFA Best World Player 2001
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Pelos campos do mundo senha e signo
ele não desiste e nunca repete
e em cada rua é um menino
de camisola número sete.
Pelos campos do mundo seu nome é quem nos diz
ele corre e finta e dribla e com seus pés
pelos campos do mundo escreve o seu destino.
Por isso diz-se Figo e é um país
com ele o sonho é português.
Manuel Alegre
Junho 2004
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Fundação Luis Figo
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2008-11-12
Copa do Mundo Brasil 2014



This fine Brasil 2014 World Cup identity designed by brazilian student Marcelo Halpern, is only a school work, but achieved him a winning prize at the Prémio Bornancini de Design from APDesign (Associação de Profissionais em Design de Rio Grande do Sul).
After the awful brand from Germany'2006 and the very badly one for South Africa 2010, if this comes to be the official brand it would be much more fresh, dynamic and elegant, not falling into brasilian stereotypes, but exploring with success the samba of football and the joyful energy of Brasil.
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A identidade do Campeonato do Mundo de futebol a realizar-se no Brasil em 2014 é da autoria de Marcelo Halpern, que também foi vencedor do Prémio Bornancini de Design da APDesign (Associação de Profissionais em Design de Rio Grande do Sul) tendo sido um trabalho de conclusão do curso de design.
Depois do muito esquisito logo do Alemanha'2006 e do mal conseguido para África do Sul 2010, vemos neste branding uma atitude fresca, dinâmica, elegante, não caindo em estereótipos brasileiros, mas explorando com eficácia o "samba" do futebol e a alegria brasileiras.
2008-06-30
Justos Campeones

A força da técnica venceu contra a técnica da força, e felizmente desta vez num jogo fantástico chamado futebol onde 11 jogam contra 11, no fim não ganhou a Alemanha. Tivémos um campeonato da Europa bem colorido, muito emocionante, surpreendente com habituais e inesperadas desilusões. No fim, a vitória justa da Espanha jogando futebol com garra e técnica, jogando bonito, inteligente e aberto, com um fantástico espírito de equipa e de entrega, onde todos, todos os jogadores foram estrelas. Foi o melhor final depois da afronta grega de 2004, e mesmo da entediante final à "la italiana" de 2006. É isto que queremos ver. É futebol assim intenso, apaixonante, que quem ama futebol quer sentir de verdade. O Euro 2008 prova que é possível o retorno a este tipo de jogo, bonito e criativo, matando com várias estocadas o jogo feio, fechado e sem estima que por acaso inexplicável do destino, em particular, nos tirou a imensa alegria da vitória há quatro anos.

Mas prova também que para se ganhar, seja um campeonato, seja mesmo um jogo, há que haver uma entrega proporcional à fantástica oportunidade de uma vida que uma fase final oferece. Ou seja, uma entrega a 100%. Foi isso que permitiu a fabulosa fase de grupos da Holanda e da Espanha. Foi essa entrega que nos deliciou a Rússia frente à Holanda (magníficos Arshavin e Pavlyuchenko) e a Turquia frente à Croácia. Foi essa imensa dedicação que vimos na final espanhola face à Alemanha.

Foi o que sentimos nas vitórias de Portugal frente à Turquia e à República Checa. Foi o que não vimos na estúpida derrota com a Suíça e no exagero (mesmo à portuga) do "oito dias de descanso" que permitiu que houvesse perda de ritmo e desleixo face ao melhor jogo que a Alemanha fez neste campeonato. A superior inteligência alemã ditou uma derrota lusa que, com uma outra postura que vimos no Inglaterra-2 Portugal-3 no Euro'2000, poderia ter sido outra. Falta o meu querido Luis Figo à Selecção? Claro, mas ele não dura para sempre. Com o lote fantástico de jogadores, reconhecido por toda a Europa, onde foi que Portugal falhou? Na determinação, na entrega, no excesso de "dias de descanso". Quando se encara um jogo a feijões e se vai para o campo com uma equipa C, a vitória da Suíça não deixa de ser paradoxalmente natural e escandalosa. Perfeitamente evitável. É fácil atribuir culpas. Mas todos reconhecem as excelentes vitórias nos dois primeiros jogos. Porque não se foi para o terceiro de novo para ganhar? A Suécia levou o castigo justo da eliminação pois quem joga para o empate perde sempre. A imagem de Scolari no banco, desesperado com a mão na testa como que desmaiando revela bem a impotência da equipa e da falta de estratégia da selecção. A derrota nos quartos-de-final afirmou-se justa mesmo assim. Considero as derrotas sempre boas lições. Porque demonstra as fragilidades e os erros que devemos corrigir. Que todos sabemos quais são, mesmo sendo meros treinadores de bancada. Infelizmente neste Euro uma derrota não foi suficiente.
Nesta entrega a 100% que foi bem visível, vimos claramente como o factor psicológico é tão importante como o físico. Mente sã e corpo são são os vectores para a competitividade total. A Turquia acreditou sempre, na sua capacidade, na sua mais-valia, na vitória. Apenas tombou face ao azar, a erros grosseiros de Rustu (iguais aos de Ricardo) face a cirúrgicos ataques da alta tecnologia germânica. No jogo de quartos-de-final, quando todos já pensavam na vitória da Croácia, o costumeiro volte-face turco ditou a derrota croata. Foi no golo do empate no minuto 119 que a Croácia perdeu; não foi nos penáltis, foi logo ali. É terrivelmente visível nos rostos dos jogadores croatas o peso da derrota e da desacreditação no momento das penalidades. A Turquia passou, porque nunca baixou os braços.
A fantástica vitória russa à toda-favorita Holanda foi um hino. Mas as debilidades de uma equipa jovem vieram ao de cima com a lição muito bem estudada pela Espanha, na meia-final.
Honra e justiça seja feita às equipas que mais emocionaram neste Europeu: à Holanda, Turquia, Rússia e à Espanha, justa Campeã da Europa 2008.
2006-09-08
Barça: més que un club

Há anos que empresas cobiçavam a camisola do Barça. Chegou mesmo a ser avançado a ideia de que a Apple seria a primeira a ocupar aquele espaço precioso nos peitos dos jogadores de um dos mais fascinantes clubes do mundo. Mas eis a óptima surpresa: o presidente do FCBarcelona assinou em Nova Iorque na sede da ONU um acordo para inserir o logo da UNICEF. Unicef, the Foundation and FC Barcelona will collaborate over the next five years in order to achieve the Millennium Development Goals and support Unicef activities..
2006-07-07
Lugar de Honra
Terceiro-Quarto lugares
Alemanha 3 - Portugal 1
Gottlieb-Daimler Stadion, Stuttgart
Sábado 8 Julho
SIC, 20H
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O resultado não espelha o jogo, mas evidencia o poder finalizador da Alemanha e a permanente lacuna na equipa portuguesa. E foi demonstrado que a inclusão de Nuno Gomes, a passe de Luis Figo (que deveria ter entrado no ínicio da segunda parte) resultando no golo (de honra) tem mais eficácia que Helder Postiga. Deco melhor que contra a França, mas ainda fraquinho, Pauleta sai sem glória, mas todos têm a sensação do dever cumprido.
Obrigado Selecção, a equipa mais empolgante. Obrigado Scolari. Obrigado Figo.
Tradição Mundial
Portugal encontrou três vezes a França em meias-finais, e três vezes perdeu. Com a Alemanha existe empate absoluto (2V, 3E, 2D); sendo a última derrota em 1996 e a primeira em 1985.
A Itália não vence a França há 28 anos. A Itália cada 12 anos atinge uma Final do Mundial: 1970 perdeu, 1982 ganhou, 1994 perdeu, 2006 (?).
A tradição e a força das estatísticas cumpriram-se de novo neste Mundial. Falta verificar o resultado de domingo: França repetirá a vitória frente à Itália na final do Euro2000?
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Final sim, final não, eis a Itália campeã, pela quarta vez. Uma França merecedora da derrota (fechada mas perigosa, loucura de Zidane), uma Itália merecedora da vitória (diferente da Itália de outros tempos, bonita a jogar, parecia Portugal, lutadora). Apenas a quebra da tradição de 28 anos de derrota italiana se confirmou.
2006-07-06
Injusto

Qualquer derrota é injusta, mas a de ontem foi-o claramente. Sem menosprezar a França, sólida e potente, o certo é que face à perigosidade e à bravura de Portugal, os gauleses viram-se na obrigação de defender mais que atacar. A sorte acompanha sempre os que vencem, e o penalty - quanto a mim não foi, há nítido "mergulho" de Henry sentindo o toque - foi quase a única forma dos franceses alcançarem o golo. Todos rezámos para que Ricardo defendesse mais uma vez, foi quase, mas Zidane (lindo jogador) afastou-nos de novo da final. E assim se repete a tradição, absolutamente fértil para todas as selecções neste Mundial, com a França a eliminar Portugal em meias-finais. Num penalty inexistente, e outro por marcar para nós (mas aí tenho dúvidas). Há a sensação de uma subtil arbitragem tendenciosa, afinal os euros franceses valem mais que os lusos. Vem ao de cima o conceito de pequenez face aos países grandes e às "manobras" da organização (o que a FIFA desejava era uma final Brasil-Alemanha), que não sei se devemos explorar isso tanto. Contudo, um sentimento de injustiça, pois não fosse a penalidade...
Num jogo emocionante (dos melhores do Campeonato), limpo, talvez não tão audaz quanto isso, mas impedido pela argúcia defensiva da França - Cristiano tinha sempre dois, três jogadores em cima dele, Pauleta esteve muito bem marcado - e pela desilusão da contribuição de Deco, não trazendo para o jogo aquilo mais se precisava (o mágico não conseguiu ritmo de jogo durante o torneio) e, crítica a Scolari, não ter apostado em Nuno Gomes (outra vez), mas a equipa acusou cansaço, depois angústia e nervosismo.
Os nossos rapazes lutaram, mas quem não marca perde - os remates de Figo e Meira poderiam ter dado golo - e até ao último segundo, colocando toda a França como um enorme bloco defensivo e até a ajuda de Ricardo (22 jogadores num terço do campo).
Parabéns mesmo assim. Não fizémos a festa para a final, mas estamos orgulhosos. Sábado, novamente em sofrimento contra a (magoada) Alemanha.
2006-07-05
Decisivo

Acreditar, lutar, vencer. Foi o que se pediu, e as metas foram ultrapassadas. Onde chegámos é já uma grande vitória, pela honra do país e pelo prazer de jogar, a Selecção Nacional merece todo o respeito e apreço. Mas atenção às contas a ajustar com a França, importante que não façamos disto um jogo-vingança - cabeça fria e atitude fair play de jogadores e adeptos é necessário. No entanto hoje podemos fazer história de novo.
Ontem a Alemanha caiu na tradição de nunca vencer a Itália. Num jogo chato, os alemães cairam na armadilha italiana, feia a jogar e com muita, muita sorte do seu lado. Detestei a vitória italiana, um enorme balde de água geladíssima para a Alemanha. Ninguém queria que a Itália passasse, e no entanto, lá foram ultrapassando os obstáculos, primeiro a surpreendente Austrália, depois a esperançosa Ucrânia. Será a Itália a nova Grécia, com mau futebol, sorte macaca e de que ninguém gosta?
Hoje, espanhois, argentinos (encabeçado por Maradona), alemães, brasileiros e angolanos constituem a maior torcida do mundo. A favor de Portugal. Pela simpatia (há sentimentos assim no futebol), mas particularmente contra a França. Pena que seja contra o magnífico Zidane, mas uma (ansiosa) vitória sobre a França colocar-nos-à na final, o sonho maior de quem ama o futebol, e todos desejamos isso esta noite. Força Portugal!
Meias-finais
Portugal 0 - França 1
AllianzArena, Munique
SIC, 20H
