2005-04-08

De Labore Solis



O título do post é o lema das profecias de São Malaquias referente a João Paulo II. O incansável lutador, a luz da esperança e do amor de Jesus Cristo para com a Humanidade. Vai hoje a enterrar um dos últimos grandes homens do séc.XX, aglutinador da vontade de (re)união de todos numa irmandade solidária, num sentido ecuménico como caminho de futuro, o combatente da liberdade contra toda a opressão, o homem que ama todos como seus irmãos, pais ou filhos. Para muitos, perdeu-se um pai, para outros um líder incontestavelmente único que ajudou a transformar o mundo das últimas décadas.
Tem sido extraordinário ver as reacções por todo o mundo desde a sua morte no passado sábado, sendo particularmente impressionante as multidões em Roma. O que prova a força e o testemunho da sua missão, dos mais diversos credos e mesmo de quem não acredita.


A 26 de Março de 2000, o Papa realizou um dos mais importantes gestos da História - com toda a intensidade política, religiosa e social - ao colocar no Muro das Lamentações, o pedido de perdão pelos pecados da Igreja contra os "irmãos" judeus:

“Deus dos nossos pais, que escolheste Abraão e os seus descendentes para trazer o Teu nome às nações: estamos profundamente tristes com o comportamento daqueles que, ao longo do curso da história, causaram sofrimento a estes teus filhos e, pedindo o teu perdão, manifestamos o desejo de nos comprometermos a uma irmandade genuína com o povo do convénio.”

3 comments:

  1. O exagero dos dias anteriores à morte do Papa (e nos 2 dias seguintes) por parte das TVs nacionais foi inconcebível. A ganância de serem os primeiros a dar a notícia, a emissão contínua como se nada mais houvesse. A importância de um facto não pode suplantar assim tanto, qualquer que seja o tipo de relação. O espectador farta-se, e quase deseja que tudo termine rápido - "nem o pai morre, nem agente almoça" - de tão cruel que isso possa parecer.

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  2. Sempre quero ver se quando falecer o Dalai Lama, que só é Prémio Nobel da Paz, ou outro qualquer líder espiritual vai ser este exagero.
    Não sendo católica e com consideração à figura de João Paulo II, respeito muito mais os missionários que se sacrificaram e abdicaram dos confortos da vida para trabalharem com dedicação em missões paupérrimas perdidas em África e outros destinos esquecidos.

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  3. Há que compreender as diferenças e influências entre os dois líderes religiosos. Mas o Dalai Lama, uma dessas figuras ímpares do séc.XX que referia, com a grandiosidade da sua mensagem, nunca atingiu o mesmo nível de mediatização. Porque não pertence a uma estrutura como o Vaticano, porque não é do mundo ocidental. Eis as razões, que não invalidam toda a força e grandeza do Dalai Lama Tenzin Gyatso. Talvez agora, preenchendo a lacuna de um se possa evidenciar melhor a mensagem do líder tibetano.

    http://www.tibet.com/DL/


    Há sempre quem se possa sentir injustiçado, mas o ser humano nunca sente o esforço daqueles cujo trabalho não é noticiado. Aquele que trabalha em prol da comunidade também não busca notoriedade. Mas, ao pensarmos num, deveríamos pensar em todos.

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