2005-11-04

A noite fatal



The leaders of nations must provide their peoples with the conditions - the "infrastructure", if you will - which enables them to enjoy life: freedom of speech and of movement; food and shelter; and most important of all: life itself. A man cannot enjoy his rights if he is not among the living. And so every country must protect and preserve the key element in its national ethos: the lives of its citizens. (...) Yet despite it all, we fail to protect the lives of our citizens and soldiers. Military cemeteries in every corner of the world are silent testimony to the failure of national leaders to sanctify human life.

There is only one radical means of sanctifying human lives. Not armored plating, or tanks, or planes, or concrete fortifications.

The one radical solution is peace.

Do discurso da cerimómina de entrega do Prémio Nobel da Paz


Dez anos passados, o cruel assassinato de Yitzhak Rabin foi o primeiro grande golpe contra o processo de paz que Israel e Palestina corajosamente edificavam. Desde essa data só houve recuos, mais morte e destruição. Quando a esperança da paz se colocava bem dentro das vidas do Médio Oriente, eis que um tresloucado acaba com tudo em três tiros. Acusado de traidor pela extrema-direita israelita, é novamente esta que acusa de traição Sharon, falcão manhoso de uma direita demagógica e nacionalista, cujo caminho até ao poder trilhou à custa de mais sangue derramado, mas que contudo entregou Gaza aos palestinianos (um presente envenenado).

A obra e a mensagem de alguém que fez a guerra, mas teve a coragem de construir a paz ficou na história e na nossas memórias, mas aquela noite de manifestação pela paz em Jerusalém tornou-se na mais triste das noites. A noite fatal que nos conduziu até hoje.


O sangue de Rabin sobre a letra de música pela paz que lera momentos antes

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