2006-01-27

Hamas, o diabo no poder?


A vitória, retumbante, da maior força radical da Palestina, nas eleições legislativas, parece ser o primeiro passo daquilo que escrevia em "The fall of Falcon-Sharon ou a Terra da Instabilidade". As incógnitas nesta terra são o pão nosso de cada dia. Diz-se que quando acontecem estes terramotos políticos nos momentos em que se está à beira de uma nova etapa de paz, que Deus não é judeu. Ora nem judeu, nem muçulmano, nem cristão, Deus não é guerra, são os Homens que a fazem, e compete a eles impedi-la.

Agora que o Hamas é o governo legítimo, poderá o terrorismo de uma organização tornar-se na actividade governamental, em guerra aberta com Israel? Como poderá reagir o presidente palestiniano, da Fatah, face a um Executivo liderado por um "partido político" que ninguém reconhece e se recusa a negociar? Entrará a Autoridade Palestiniana em colapso (final) com a radicalização das políticas agressivas e libertárias (legítimas, mas não deste modo)? Mas, dentro deste processo democrático que foram as eleições e a consequente prática, poderá haver lugar a uma transformação do Hamas numa entidade que progressivamente abandone a via guerreira, e reconheça por fim Israel de modo a conseguir um acordo de paz? Como reagirá Israel com o seu maior inimigo com maior poder?

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