O título do post é o lema das profecias de São Malaquias referente a João Paulo II. O incansável lutador, a luz da esperança e do amor de Jesus Cristo para com a Humanidade. Vai hoje a enterrar um dos últimos grandes homens do séc.XX, aglutinador da vontade de (re)união de todos numa irmandade solidária, num sentido ecuménico como caminho de futuro, o combatente da liberdade contra toda a opressão, o homem que ama todos como seus irmãos, pais ou filhos. Para muitos, perdeu-se um pai, para outros um líder incontestavelmente único que ajudou a transformar o mundo das últimas décadas.
Tem sido extraordinário ver as reacções por todo o mundo desde a sua morte no passado sábado, sendo particularmente impressionante as multidões em Roma. O que prova a força e o testemunho da sua missão, dos mais diversos credos e mesmo de quem não acredita.
A 26 de Março de 2000, o Papa realizou um dos mais importantes gestos da História - com toda a intensidade política, religiosa e social - ao colocar no Muro das Lamentações, o pedido de perdão pelos pecados da Igreja contra os "irmãos" judeus:
“Deus dos nossos pais, que escolheste Abraão e os seus descendentes para trazer o Teu nome às nações: estamos profundamente tristes com o comportamento daqueles que, ao longo do curso da história, causaram sofrimento a estes teus filhos e, pedindo o teu perdão, manifestamos o desejo de nos comprometermos a uma irmandade genuína com o povo do convénio.”





