2011-01-06

Starbucks



Starbucks changes/reshapes/renews/refreshes/makes it simple brand logo.
Full preview here.

More info here.

2011-01-03

Rio 2016



The Rio 2016 Olympics brand by Tátil Design de Ideias captures with success the Carioca and olympic spirits. Its creative branding and design process produced a final result filled with the broad essence of a worldwide event in such an amazing city as Rio de Janeiro.
(And no, I don't think it's plagiarism)

Rio 2016 from Tátil Design de Ideias on Vimeo.


A marca para as Olimpíadas do Rio 2016 da autoria de Tátil Design de Ideias captura com sucesso os espíritos Carioca e olímpico. O processo criativo de branding e design produziu um resultado final preenchido com a vasta essência de um evento mundial numa cidade única como é o Rio de Janeiro.
(E não, não creio que possa ser considerado plágio).
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2011-01-01

Happy Days

I am the master of my fate
I am the captain of my soul
from the poem "Invictus" (1875) by William Ernest Henley


No matter what we believe (or not) every human lives on symbols. People, objects, events, life, past, present, future, all can be translated into perceptions and meanings so evident and powerful, designing or shifting (with our) emotional intelligence into expectations and decisions that can transform.
Symbols are language codes of imagination, perception and emotion. They're the face of desires, behaviours and ideas. Symbols guide us to understand and uphold values and beliefs, truth and identity, objectives and future.
Our aspirations and goals are always renewed by symbolic moments.
And every New Year is a New Begining moment to move us forward, with enthusiasm, hope, trust and resilience in ourselves. We are the ones with the power to transform, each person has the means to be the master of its fate.
If we want change, now is the moment to act. Not because of our fears, but for what we want for best. Not because of what we are against, but for what we believe and stand out for. It is much more than thinking positive - it is making possible.
Let's embrace 2011 full of happy days.

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Eu sou o dono do meu destino
Eu sou o capitão da minha alma

Do poema "Invictus" (1875) de William Ernest Henley

Não importa no que acreditamos (ou não), cada humano vive de símbolos. Pessoas, objectos, eventos, vida, passado, presente, futuro, tudo pode ser traduzido em percepções e significados tão evidentes e poderosos, desenhando ou modelando (com) a nossa inteligência emocional em expectativas e decisões transformadoras.
Os símbolos são códigos de linguagem imaginativa, perceptiva e emocional. Dão rosto a desejos, comportamentos, ideias. São eles que nos auxiliam na percepção de significados e valores, verdade e identidade, objectivos e futuro.
As nossas aspirações e objectivos são sempre renovados em momentos simbólicos.
E cada Novo Ano é um Novo (Re)Começo que nos faz avançar, com entusiasmo, esperança, confiança e resiliência em nós próprios. Nós somos detentores do poder de transformar, cada um tem os meios para ser dono do seu destino.
Se queremos mudança, o momento para actuar é agora. Não tanto por causa do que nos assombra, mas sim pelo que queremos melhor. Não tanto por sermos contra, mas mais pelo que acreditamos e lutar a favor. É muito mais que pensamento positivo - é ser possível.
Abracemos 2011 pleno de dias felizes.
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2010-12-25

Livro do Desassossego

Edição de Teresa Sobral Cunha
Relógio d'Água

2010-12-22

Se queremos um país novo

"Para pôr Portugal no futuro, temos de voltar às ideias que sonham e às palavras que transformam, e fazer da política aquilo que ela é: a viva possibilidade de um sempre-começo."

Jacinto Lucas Pires

2010-12-10

Modern perspectives

2010-12-04

2010-11-27

Building museums and a fresh Arab identity


The New York Times has a most interesting work about Abu Dhabi and Qatar building museums to recast their national identities.


Jean Nouvel, Louvre Abu Dhabi

Norman Foster, Abu Dhabi National Museum


I.M. Pei, Museum of Islamic Art, Doha

Zaha Hadid, Abu Dhabi Performing Arts Centre
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2010-11-24

A insuficiência da greve

Razões para a greve existem. O cerne da questão reside hoje na forma do protesto. Até onde vale uma greve? Que resultados concretos se obtêm?
O direito à manifestação é óbvio, contudo peca por escassa pela razão que é o país inteiro que, estando contra as medidas, está muito mais contra este governo e a situação nacional que este degradou.
Esta luta necessita de uma mobilização mais audível e transformadora. Não, não é uma revolução. Não no sentido tradicional. Será algo mais inteligente e inovador.
Por exemplo: recordam-se do povo nas ruas da Argentina em 2001? Durante dias a fios milhões bateram em tachos, panelas e tampas contra o descalabro que o governo provocou ao país, forçando a sua demissão e proporcionando uma mudança drástica mas inovadora com as políticas económicas do novo presidente Nestor Kirchner (falecido no início deste mês).

É algo do género que (alguns) irlandeses, civicamente conscientes têm manifestado, cansados de errâncias e mentiras por parte do seu governo que, finalmente cedeu às evidências e ao "bailout" europeu.
Apesar de todos argumentarem que Portugal é diferente da Irlanda, também esta é um caso diferente da Grécia. Um após outro tombam face aos "mercados", mas essencialmente sucumbem à mercê da sua própria incompetência e inoperância.
Está muito em causa neste momento. Portugal e os portugueses. O euro e a Europa. Um futuro evitável que se torna na pior inevitabilidade, tão previsível quanto incompreensível.

A luta, meus senhores, será depois intensa. A enfermidade que grassa as nossas democracias é porta aberta a transformações perigosas e eventualmente fatais. Seja pela regressão das nossas liberdades e garantias por um sistema descredibilizado, seja por mudanças drásticas e extremistas que ano após ano florescem pela Europa.
A ética, a justiça, a igualdade e a pluralidade, alicerces do verdadeiro paradigma da democracia estão submetidos a sorrateiro e constante ataque. Os valores de comunidade e responsabilidade diluem-se perante uma passividade colectiva, pois vulnerável na sua existência, impotente na sua exclusão.

O poder último estará nas mãos do povo. Seja no voto, seja na voz, seja na rua. Em cada um existem acções inovadoras ainda por explorar - massivo voto em branco, por exemplo.
Uma greve é uma luta. Mas é claramente insuficiente.
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2010-11-10

Filme do Desassossego


Uma representação artística ímpar. Vi-me envolvido numa dimensão imensa, paradoxalmente insuportável quase, esmagado pelo império das palavras, maravilhado pela visão gráfica superior. Senti-me rendido ao fulgor de um múltiplo acto criativo, numa íntima alegria que me sustenta os sentidos.

João Botelho realizou uma obra fantástica, muito bem estruturada e recorrendo a soluções representativas alternativas e intimistas. E Claudio Silva é extraordinário, perturbante até, caracterizando um Bernardo Soares genial e invulgar, quase nos fazendo acreditar que tal figura existiu bem para lá da imaginação de Fernando Pessoa.
Este filme expõe com êxtase a magnânima obra que é o Livro do Desassossego.
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2010-11-09

2010-11-07

Dexter posters


Ty Mattson is a californian designer that, for fun, made some fine posters about TV series "Lost", has now created four great posters of "Dexter".

Ty Mattson é um designer norte-americano que, depois de criar por gozo, posters sobre "Lost", decidiu colocar a sua criatividade em quatro óptimos posters de "Dexter".


2010-11-06

The 7 Rules to understand Design & Designers


By designer Fabien Barral, available here.
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2010-10-27

Trintões, Filhos dos Anos 70

Somos filhos de um tempo longínquo, peculiarmente muito nosso. Nascemos e crescemos num país entre regimes, num tempo transitório entre um mundo artesanal para outro pré-digital. Somos gente de outra realidade, que permanece estranhamente agarrada a uma profundidade nostálgica. Abraçámos uma bela ideia de um futuro que não se cumpriu, uns perderam a utopia do sonho enquanto outros perdem-se no sonho dessa mesma utopia.

Firmes nos erguemos, na certeza que à beira dos quarenta muito mais que ternura nos suportará a existência, pois entre nós perdura um passado inigualável e comum, especiais momentos construtivos de nós próprios, fantasias e experiências irrepetíveis, imbuídos de valores e dúvidas que tanto nos movem como nos retraem. Somos uma geração madura que procura o seu lugar, insiste na eficácia, valoriza o mérito, ama a liberdade.

Somos adultos de entre-tempos, repartidos entre o arcaico e a modernidade, entre o passado lento e a alta velocidade do século novo, tentando perceber melhor quem é na verdade, pesquisando-se para implantar em si mesmo à medida de um envelhecer vagaroso uma permanente necessidade de se definir e pacificar.

Somos únicos e isso enche-nos com um invejável orgulho.


Uma na Bravo, Outra na Ditadura é um documentário exemplar (conteudo, montagem, conceito) da autoria de Andre Valentim Almeida onde, nós filhos trintões dos anos 1970, nos revemos em absoluto em cada depoimento.




"Retrato", JP Simões

A minha geração, já se calou, já se perdeu, já amuou,
já se cansou, desapareceu, ou então casou, ou então mudou
ou então morreu: já se acabou.

A minha geração de hedonistas e de ateus, de anti-clubistas,
de anarquistas, deprimidos e de artistas e de autistas
estatelou-se docemente contra o céu.

A minha geração ironizou o coração, alimentou a confusão
brincou às mil revoluções amando gestos e protestos e canções,
pelo seu estilo controverso.

A minha geração, só se comove com excessos, com hecatombes,
com acessos de bruta cólera, de mortes, de misérias, de mentiras,
de reflexos da sua funda castração.

A minha geração é a herdeira do silêncio,
dos grandes paizinhos do céu,
da indecência, do abuso.
E um belo dia esqueceu tudo, fez-se à vida,
na cegueira do comércio

A minha geração é toda a minha solidão, é flor da ausência, sonho vão,
aparição, presságio, fogo de artifício, toda vício, toda boca
e pouca coisa na mão.

Vai minha geração, ergue a cabeça e solta os teus filhos no esplendor do lixo e do descuido,
Deixa-te ir enquanto o sabor acre da desistência vai corroendo a doçura da sua infância.
Vai minha geração, reage, diz que não é nada assim,
Que é um lamentável engano, erro tipográfico, estatística imprecisa, puro preconceito,
Que o teu único defeito é ter demasiadas qualidades e tropeçar nelas.

Vai minha geração, explica bem alto a toda a gente
Que és por demais inteligente, para sujar as mãos neste velho processo, triste traste de Deus.
De fingir que o nosso destino é ser um bocadinho melhor do que antes.
Vai minha geração, nasceste cansada, mimada, doente, por tudo e por nada, com medo de ser inventada
O que é que te falta, agora que não te falta nada?
Poderá uma pobre canção contribuir para a tua regeneração ou só te resta morrer desintegrada?

Mas minha geração,
Valeu a trapaça, até teve graça, tanta conversa, tanta utopia tonta, tanto copo, e a comida estava óptima! O que vamos fazer?

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2010-10-26

Movimento contra o Linfoma