2009-08-26
2009-08-25
O encantamento
Um apaixonamento inocente. Uma idealização etérea. Todos o temos.
Mas poucos têm o privilégio (ou o pânico) de à nossa frente "o tal" surgir.
Virgínia, uma bela mulher, descreve-nos como quão sedutor é um encantamento inevitável. Ler aqui em "Encantada com Mia Couto".
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Victor Barreiras
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2009-08-20
2009-07-21
2009-07-20
40 years of the triumph of human ingenuity

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Cartoon by Martin Rowson | The Guardian
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Victor Barreiras
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cartoon
2009-07-15
We Choose the Moon

CARREGUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR
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A 12 de Setembro de 1962, o Presidente Kennedy proferiu famoso discurso "Escolhemos ir à Lua". Um empreendimento americano sem igual colocaria pela primeira vez um ser humano num corpo celestial.
Este ano, e nos dias próximos, marcam o 40º aniversário da histórica missão Apollo 11. Para celebrar esse momento foi criado um website original e fascinante chamado "We Choose the Moon". Em tempo real, como se fosse agora, podemos acompanhar todos os passos da missão espacial - desde a contagem decrescente do dia do lançamento, até à alunagem a 20 de Julho.
Desde então gerações têm olhado para os céus e sonhado em serem astronautas também. Eu fui uma criança que viveu e brincou nessa possibilidade. Todas as minhas crenças e sentido de aventura foram construídos porque três homens pisaram pela primeira vez a Lua em 1969. O sonho persiste, e a maravilha da exploração espacial é a próxima grande fronteira da Humanidade.

On September 12th 1962, President Kennedy delivered the famous "We choose to go to the Moon" speech. An american endeavour like no other before would place a human for the first time on another celestial body.
This year, and the days ahead, marks the 40th anniversary of the historic mission of Apollo 11. To celebrate that moment an original and fascinating website called "We Choose the Moon" has been created. In real time as if it was now, we can follow every step of the space mission - from countdown of launchday, to the landing on July 20.
Generations ever since look upon the skies and dream of being an astronaut too. I was a child how lived and played in that possibility. All my beliefs and sense of adventure was built because three men landed for the first time on the moon in 1969. The dream endures, and the marvel of space exploration is Mankind's greatest next frontier.
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2009-07-07
The power of sport brands / O poder das marcas desportivas

Gathering eighty thousand people to see a man is not new. If we think of indivuduals such as Nelson Mandela, Barack Obama or JFK. Or megaconcerts in Hyde Park. Again because of Madiba Mandela. To assemble so many around a project isn't new either. Thru out 2008 presidential candidate Obama achieved much for the american political history, and had plenty gatherings along US cities and towns, even joining 200,000 in Berlin. The victory night in Chicago was a new record. The inauguration had two million people in Washighton DC. All around an idea, a project, a hope, a dream.
These objectives never came close for brands. There's always been other factors - humanitarian, of protest - for large demonstrations. But if Obama himself became a brand, then indeed he was the first modern individual brand. As a political one and even a commercial brand.
Playing ever more as a common commercial brand, spanish football club Real Madrid has become a pioneer. The worship of soccer can be compared to a religion, and the strong branding strategies have empowered these popular clubs to levels of high mobilization and almost ideological veneration. Yes, because joining in Santiago Barnabéu Stadium 50,000 madridistas (paying) to see Kaká, and 80,000 (for free) to king Cristiano Ronaldo is a clear demonstration of the power of these new sport brands.
Real Madrid and Barcelona; Manchester United, Liverpool, Arsenal and Chelsea; Inter and AC Milan in association with Nike and Adidas have that power.
All together bring an intensified contribution in selling emotion, success and victory.
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Juntar oitenta mil pessoas para ver um homem não é novidade. Se pensarmos em indivíduos como Mandela, Obama e JFK. Ou superconcertos em Hyde Park. Por causa de Nelson Mandela. Reunir tanta gente por causa de um projecto não é inédito. Durante todo 2008 o candidato Barack Obama marcou diversos momentos da história política americana. E teve diversos episódios de enormes aglomerados de pessoas para vê-lo, em dezenas de cidades americanas e até mesmo 200.000 em Berlim. A noite da vitória encheu Chicago como nunca. O dia da investidura como 44º Presidente dos EUA foi quase recorde, com 2 milhões de pessoas em Washington. À volta de uma ideia, de um projecto, de um sonho.
Estes objectivos nunca estiveram ao alcance das marcas. Tem havido sempre outros factores - humanistas, de protesto - para manifestações. Contudo, se Obama se tornou ele próprio uma marca, então ele foi sem dúvida o primeiro. Enquanto "empresa" política. Enquanto entidade comercial, com tal mobilização, apenas e só o Real Madrid se tornou pioneiro. Se a adoração do futebol se poderia considerar como uma religião, as novas armas e estratégias de branding associadas aos (super) clubes colocam-nos em patamares de elevada mobilização e veneração quase ideológica. Sim, porque juntar 50.000 (a pagar) para receber Kaká, e 80.000 (de graça) para entronizar Cristiano Ronaldo é sinónimo de como o poder das marcas desportivas existe como tal.
Real Madrid e Barcelona; Manchester United, Liverpool, Arsenal e Chelsea; Inter e AC Milan associados à Nike e Adidas têm esse poder. Todas elas têm contribuído cada vez mais para intensificar (vender) a emoção, a vitória, a competição, o sucesso, o desejo.
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Victor Barreiras
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Branding
2009-07-01
2009-06-30
No make-up, always beautiful



Pela primeira vez oito mulheres, estrelas, aceitaram posar para a fotografia sem maquilhagens artificiosas sobre a pele. A edição francesa da ELLE convidou Sophie Marceau, Monica Bellucci, Karin Viard, Charlotte Rampling, Chiara Mastroianni, Ines de la Fressange, Anne Parillaud e Eva Herzigova para mostrar as suas expressões íntimas em originais e inovadoras capas da passada edição de Maio, procurando através de magníficas fotos de Peter Lindbergh, demonstrar a beleza verdadeiras.
(Notícia aqui).
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Victor Barreiras
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Bella
MOBI.E

MOBI.E
RECHARGING PORTUGAL A ENERGIA QUE NOS MOVE
"A energia e o ambiente são questões de âmbito mundial que exigem uma resposta global. Portugal fez a aposta no momento certo e assumiu a liderança mundial na produção de energias renováveis, transformando um desafio numa oportunidade."
Iniciativa governamental com design de Brandia Central.
Ler notícia aqui.
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2009-06-26
Bela e o Monstro / Beauty and the Beast


Como uma celebridade valeu mais pela beleza do corpo que pelo trabalho, e como um trabalho valioso quase se desvanecia por uma imagem absurda.
Reduzir Farrah Fawcett e Michael Jackson a estas redundâncias pode ser exagerado, mas é um ponto de vista interessante para analisar pois as suas vidas definiram-se por momentos belos e monstruosos. A ex-Charlie's Angel viveu à sombra desta glória (a minha Angel de eleição será sempre Jaclyn Smith), sendo que os seus melhores trabalhos enquanto actriz foram bem posteriores. O mundo precisava de outra loura sex-symbol, perdido que estava desde a morte de Marylin, e foi nesta base inócua que a fama ofuscou Farrah, na verdade muito mais e muito menos que a idealização pop pressupõe. E por fim, por via desse mesmo mundo pop, igualmente cruel, a sua morte foi "violentamente" ultrapassada pelo falecimento do "rei da Pop". Michael Jackson carregava sobre os ombros esse pesado título, onde contudo o seu melhor trabalho vem dos anos 70 e 80. Todos sabemos dos seus problemas que o levaram da beleza inocente e criativa a transformar-se numa figura estranha, absurda, perdida.
No fim o que fica para a memória de todos será o que de melhor foram e deram.
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How a celebrity was worth more by her beauty than for her work, and how a valuable body of work almost got overblown by years of an awkward image.
Downgrading Farrah Fawcett and Michael Jackson to these redundancies may seem exaggerated but there is an interesting point of view in this, for their lives can be defined in beautiful and monstrous moments. The ex-Charlie's Angel lived on the shadow of this glory (my favourite Angel has always been Jaclyn Smith), though her best work as an actress comes much later. The world was hungry for another blonde sex symbol, lost that is was after Marylin's sudden death, and on that shallow ground fame overcome Farrah, in fact a woman that was much more and much less than the pop ideal represents. And in the end, that same pop world, in its cruel form, made her death look forgetable when the "King of the Pop" himself died. Upon Michael Jackson's shoulders that title was a heavy burden, brought with his best work from the 1970s and 1980s. Everyone knows his problems and how they led him from an innocent and creative beauty into a strange, absurd, lost character.
In the end, what remains is the best of what they were and gave.
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2009-06-22
Neda


The death of Neda Agha-Soltan has become an iconic voice (and Neda means voice in parsi) and image for this iranian "revolution". An innocent young woman, beautiful as only persian women can be in the words of Marco Polo, lost her life by the hands of a regime that holds its own survival as most sacred.
The power of image and technology struck this dreadful moment as a symbol of a fair fight for truth, justice and democracy. Iran, at its 30th Islamic Revolution anniversary, stands on a turning point that can define its future and the whole Middle East.
Our thoughts and prayers for Neda, and the iranians, must come with the changes they urgently need.
"Don't be afraid Neda", said her music teacher that was with her in those final minutes. We must not be afraid. We must choose hope over fear. We must stand for truth over lies. We dare to speak life over death.

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Victor Barreiras
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Globo
2009-06-18
Tanto

O valor de um homem não é medido pelo seu tamanho, mas sim pelas suas capacidades. E a qualidade paga-se. Ser bom e trabalhar para isso merece recompensa. Mas o peso do dinheiro pode ser demais para a balança do entendimento de qualquer um. Cristiano Ronaldo, português, melhor jogador do mundo, chega (por fim) ao Real Madrid por uma quantia astronómica. Trata-se de um novo recorde de transferência, e para a segunda equipa "galáctica" do Real em menos de dez anos. Contudo, por muito bom que seja - e sem dúvida que CR é - imaginar pagar €94M por alguém causa muitas perplexidades. Porquê tanto dinheiro? Porquê investir tanto num jogador de futebol? O bom senso leva-nos a avaliar tal quantia para tantas outras áreas - sociais, económicas, médicas - onde fariam mais falta e com uma utilidade muito maior. Investir quase cem milhões de euros na luta contra a malária faria toda a importância.
Numa crise mundial inédita, o uso de dinheiro tem de ser ponderado. No entanto, é de investimentos que precisamos para sair dela, e a "indústria" do futebol faz girar a bola do dinheiro. O Manchester United usará o pagamento para saldar dívidas. Outros clubes e empresas associadas verão este entrelaçado de relações como uma boa oportunidade para ultrapassar maus momentos.
Mas, faz sempre impressão, quase a roçar o escândalo, tanto dinheiro por jogadores de futebol. Numa hora Cristiano e Kaká ganharão mais do que muitos num mês. Não vejamos isto como inveja, mas tentemos compreender que a injustiça está mais do nosso lado que do deles. Eles são os melhores do mundo e merecem. No entanto não são os desportistas mais bem pagos do planeta. Na Fórmula 1, no ténis e no golfe, todo o investimento circula ao nível mais alto, fazendo muita gente e muitas empresas felizes.
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Victor Barreiras
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Football
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