2007-03-19

A nova(velha) RTP 2


A 2: mudou e agora é, novamente, a RTP2. Um retrocesso no nome e, quanto a mim, na imagem gráfica.
No entanto, compreende-se o objectivo de uniformização, aproximando-se aos restantes logótipos do grupo RDP. Lamenta-se apenas a falta de originalidade do estilo gráfico criado (as barras de cor terra) e do tipo de letra oficial (um Helvetica disfarçado).

Link para "Kit de Normas Básicas da Identidade"

2007-03-16

Dapunksportif



"Ready! Set! Go!"
Há sons que nos cativam. Há ambientes que nos fazem mergulhar. E existem bandas assim, com esta capacidade de nos aumentar a adrenalina, cair nas suas graças e deixar-nos levar numa corrida fascinante. O ano 2006 deu à luz diversas e óptimas novidades e DAPUNKSPORTIF (excelente nome, óptima imagem gráfica) são uma delas. O primeiro contacto foi na Antena3. Bem mais tarde uma amiga, também amiga dos elementos da banda, teve a amabilidade de me oferecer o disco. João Guincho e Paulo Franco elaboraram um disco de sonoridades eclécticas num registo rock "musculado". No álbum "Ready! Set! Go!" podemos sentir Queens of the Stone Age, Nine Inch Nails, Ramones e outras influências mais. São canções muito bem construídas, com muito ritmo e muita energia, algumas bem intensas ("I can't move" e "Summer boys"), divertidas ("Private Disco"), registo punk em "Temporary insanity", "Arabian Princess" tanto me parece ambiente cinematográficio de The Matrix, como uma mera boa rockalhada a par de "My World Got Itself In A Hurry"; "Lady 666" é uma das melhores, pela sua dinâmica rítmica e evolutiva. Apenas 27 minutos. Peca por curto, mas se é bom ouve-se outra vez. E uma vez mais. E novamente.

Concerto no Office
O espectáculo no Office de sexta passada foi para mim a prova de fogo. Muito convincente. A banda de Peniche é de facto umas das melhores novas bandas portuguesas. Perante os fãs, vemos a essência de uma banda. Com grande rigor e profissionalismo (tudo certinho, nem uma falha), uma actuação brilhante do baterista, muita intensidade por parte dos restantes. Com bastante garra, sempre em crescendo, seduzindo cada vez mais o público.
Devo introduzir contudo um facto. Já com experiência de palco, a primeira parte no entanto demonstrou um dos pecados originais das bandas novas (apesar do largo currículo noutras bandas anteriores): o tocar uns para os outros e menos para os espectadores. Era notória a satisfação da actuação, mas pareceu-me também pouco à-vontade no confronto com o público. Mas o elevar da intensidade e um dos pontos altos da noite que foram dez minutos de registo voraz e apenas instrumental - em rockalhada intensa com laivos de punk, misturados a determinado ponto por uma curiosa junção Pink Floyd e funk - fez os Dapunksportif enfrentarem-nos com muito maior energia e naturalidade.
O pouco repertório da banda é ainda um ponto que desfavorece, mas nunca deixou de encantar o público dançante-ouvinte presente no Office. Duas boas canções novas, "Rockaway Beach" dos Ramones e três encores electrizantes completaram o concerto. Mas éramos capazes de os ouvir a noite toda.

Qualidade e visibilidade

São bons. Muito. Linda Martini, Dead Combo, Legendary Tiger Man, Dapunksportif e Expensive Soul, Sam the Kid, Valete, Revelações e confirmações de 2006. A produção musical portuguesa está num nível de qualidade e exigência comparável ao melhor dos EUA ou Reino Unido. Mas falha uma coisa, que não exclusiva lusa: a internacionalização. Um investimento muito físico e monetário - uma batalha levada muito a sério pelos The Gift - que para muitas destas bandas nacionais tem tanto de difícil como inviável. Difícil pelas condições de cada um por cá a nível profissional. Inviável porque as labels mundiais não querem apostar fora do registo anglo-saxónico. É mais fácil Mariza e Cristina Branco ou Sara Tavares vingarem no "catálogo" World Music. Tudo o resto é uma agulha num palheiro, um grão no deserto. O que é pena. Cool Hipnoise, Hipnótica, Mesa, Blasted Mechanism, Bulllet, Loopless, Boss AC, DaWeasel, Melo D, Old Jerusalem, Wraygunn (sucesso em França), Loto, Clã, JP Simões, são todos nomes que, caso fossem ingleses ou americanos teriam uma projecção internacional digna da sua qualidade. Todos tentam a sua sorte. Coitadinhos que somos pequenos? Este rectângulo começa a ser apertado para tantos tão bons.

2007-03-09

micro compact home



Um precioso exemplo do desafio num projecto de design+arquitectura para um objectivo muito específico e inovador. A m-ch é modularidade, minimalismo, funcionalidade e multiplicidade: o essencial para uma área de apenas 7m2. Less is more.

"(...) an answer to an increasing demand for short stay living for students, business people, sports and leisure use and for weekenders. (...) Its design has been informed by the classic scale and order of a Japanese tea-house, combined with advanced concepts and technologies. Living in an m-ch means focusing on the essential - less is more. The use of progressive materials complements the sleek design. Quality of design, touch and use are the key objectives for the micro compact home team....for 'short stay smart living'."





[via A Barriga de um Arquitecto]

2007-03-08

Boas capas: Dom Quixote





2007-03-06

2007-03-02

IdeaFixa Art e-magazine

2007-02-28

New packaging


Imaginemos uma nova marca de sumos, onde cada embalagem tetrapack é decorada conforme o fruto em questão, com o texto e demais logotipos anexos limitados ao mínimo. Era como se a própria embalagem fosse o fruto em si. Uma ideia simples mas de elevado impacto no linear.

iPhone: novas funcionalidades

Enquanto Junho demora a chegar para podermos ver um iPhone na realidade, houve alguém que se deu ao trabalho de analisar a keynote de Steve Jobs para mostrar algo que passou despercebido a quase todos.
Alguns pormenores são realmente curiosos.

Grandes Portugueses-I

Conceito de Grandeza
Como podemos definir alguém? Pelo que é, pelo que faz ou fez? Ou pelo que permitiu, induziu ou iniciou? Pela sua bondade, entrega e altruísmo? Pela sua destreza, pela sua coragem ou audácia? Pela sua ideologia, crença ou mero dogmatismo? E com cada um destes parâmetros poderemos nós alcançar uma hierarquia valorativa num contexto tão global quanto diversificado? Está para breve o final do concurso da RTP1 Os Grandes Portugueses. Mas até lá muita água já correu debaixo das pontes, e muita argumentação sobre o real significado quer do concurso em si (será válido?), quer dos "candidatos" (questionáveis, polémicos ou injustos) que competem por lugares num ranking de 1 a 100.
As nossas vidas são caminhos de muitos altos e baixos, de aspectos negativos e positivos. Qualquer um deles fará de nós melhor ou pior. Mas poderá fazer-nos maior que outro, mesmo de outra área ou outro contexto histórico? Regemo-nos por ideias, utopias e opções e isso condiciona o que somos e o que pensamos dos outros. Não seria mais lógico (ou mais fácil) eleger a partir de sectores específicos, como artes, ciência e política?

Mas como pode uma pessoa valer mais que outra? Serão as suas qualidades da mais diversa ordem classificáveis? Nos moldes em que este concurso está assente, juntam-se alhos com bugalhos, vejam-se alguns exemplos dos resultados. Em vigésimo lugar ficou José Mourinho, valerá ele mais que o Professor Agostinho da Silva (21º)? De uma forma que diria insultuoso a todos os que estão nesta lista, temos nomes que lá foram parar por óbvia militância, como Pinto da Costa (17º!); a ex-ministra da Educação no Governo Santana Lopes, Maria do Carmo Seabra (58º) que apenas lá esteve por 4 meses e com uma enorme barraca informática na colocação dos professores; e um actor de telenovelas chamado Hélio Pestana (79º). Como podem cada um deles, onde se presume "eleger" figuras que deram bom nome ao país, ter qualificação para integrar uma lista deste género onde Salgueiro Maia (11º), Fernão de Magalhães (35º) e Mariza (61º) são reconhecidos por todos como elementos muito importantes da História deste país? Pode um futebolista ser mais importante que um cientista, ou um estadista democrata (Mário Soares, 12º) ser menos que um estadista ditatorial (Salazar nos 10+)? É aqui que cai por terra uma real validação destes dados que nos é apresentada.

Num território de dez milhões de pessoas, 100 mil votos classificaram 100 entre quase 300 nomeados, ou seja, apenas 10% da população contribuiu para esta votação. Então, não podemos considerar sequer como uma estatística, uma representação do sentir português sobre os seus elementos mais destacáveis. Tal como nas sondagens no entender dos políticos, isto vale o que vale, e quanto a mim vale, de facto, muito pouco. Mais precisamente 10%. E portanto não podemos extrapolar em demasia o contexto desta "votação". Mas podemos e devemos questioná-la, para níveis de entendimento e desenvolvimento de ideias que vieram inovar o panorama nacional no seu todo. Ao fim e ao cabo quem são os Grandes Portugueses? Como os entendemos como tal? Como nos vemos enquanto Portugal? Essa é a conquista deste programa: a discussão sobre a nossa identidade, os nossos valores, os nossos ideais.


O Pior
Com pertinência e humor, o programa da SIC-Notícias "Eixo do Mal" e o suplemento do Público "Inimigo Público" ambos com equipa das Produções Fictícias fizeram a sua lista: "O Pior Português de Sempre". Aqui os que mais contribuíram para o mal do país, o que de pior representa ser português. O confronto Salazar-Soares quase dava uma inédita ao "pai da democracia portuguesa", mas a vitória coube ao velho ditador. E a mulher, Fátima Felgueiras. Mais uma vez militância eleitoral, mas esta iniciativa ainda menos é para levar a sério. É para rir. É bom remédio, expiamo-nos e desenvolvemos civilizadamente o nosso sentido de humor.

2007-02-26

Duomo Hotel - Italia

Melhor Design Hotel 2006 pela revista Wallpaper






Designer: Ron Arad.

http://www.duomohotel.com/

2007-02-23

Zeca



Tinha eu 15 anos quando José Afonso morreu. Como tantos da minha geração, num país avesso a honrar convenientemente os seus maiores, o verdadeiro contacto com a sua obra deu-se em 1994 com a edição "Filhos da Madrugada" idealizado por Manuel Faria (Trovante) e produzido em conjunto com João Gil (Trovante) e Tim (Xutos). Neste duplo albúm juntavam-se os Madredeus, GNR, Vozes da Rádio, Peste&Sida, Opus Ensemble, Xutos, Sétima Legião, Mão Morta e outros mais para cantar as magníficas canções de José Afonso. O fascínio abriu o apetite e logo "Cantigas do Maio" de 1971 e "Venham mais cinco" de 1973 passaram a constar da minha discoteca caseira. A partir daí também para mim passou a ser "o Zeca". Desde então o conhecimento e o valor que dou à sua obra - nalguns trabalhos repletos de uma modernidade musical incrível - é inquestionável. Mais que o cantor da Resistência e da Revolução, Zeca é o cantautor-mor deste rectângulo luso.
Hoje no vigésimo aniversário da sua morte, também eu celebro a sua obra, a sua vida. Aqui ouço apenas as suas músicas tão ricas de sentimento, força, mensagem e inovação.



Ao longo deste mês, a fantástica Cristina Branco tem apresentado no Teatro São Luis, em Lisboa, noites únicas dedicadas a Zeca Afonso.

2007-02-13

Delta Office






2007-02-09

Sim

Referendo de Domingo: voto Sim.

2007-02-08

O mundo é PÚBLICO




Segunda-feira 12 Fevereiro marca o início do novo PÚBLICO. Uma profunda remodelação editorial e gráfica. Totalmente a cores, uma nova abordagem às notícias, novos suplementos, mais próximo dos leitores. Um novo design (em colaboração com Mark Porter, o actual director de arte do The Guardian e que é um dos designers de jornais mais premiado em todo o mundo nos últimos anos) e que, inclui uma nova família de caracteres tipográficos exclusivas, onde até o logo será modificado.
Antes de se conhecer tudo, eis os dois anúncios TV.

2007-02-06

The Blues



Um género musical que sempre me apaixonou, pela sua intensidade, simplicidade, onde John Lee Hooker pontua como o meu favorito, inicia-se hoje a colecção de DVDs no PÚBLICO do magnífico trabalho produzido por Martin Scorcese sobre os Blues, a sua história, os nomes. a génese. São sete documentários realizados por sete cineastas profundamente ligados ao Blues.
Passada há cerca de um ano na 2: fiquei maravilhado com a qualidade dos filmes. O primeiro - "Feel Like Going Home/De Regresso a Casa" - é realizado pelo próprio Scorcese, que busca as origens desta arte musical desde o Delta do Mississipi até África, na relação entre as raízes americanas e africana. Tem actuações inéditas de Willie King, Taj Mahal e Ali Farka Touré, e gravações raras de Son House, Muddy Waters, Lead Belly e John Lee Hooker.

2007-02-01

Multi-Touch Sensor interface





Após o Aqua do Mac OS X, o futuro será assim: uma interface de touch screen - demonstrado semelhante no iPhone - mas aqui transposto (pós "Minority Report") para a realidade de todos. Já não é mais ficção científica. Criado por Jeff Han o Multi-Touch Sensor foi publicamente apresentado no TED de Fevereiro 2006. Se com um rato, ou uma caneta, parecia fácil, o uso dos dedos tornará tudo muito mais simples e com possibilidades fantásticas.

Via A Barriga de um Arquitecto