2007-02-28

New packaging


Imaginemos uma nova marca de sumos, onde cada embalagem tetrapack é decorada conforme o fruto em questão, com o texto e demais logotipos anexos limitados ao mínimo. Era como se a própria embalagem fosse o fruto em si. Uma ideia simples mas de elevado impacto no linear.

iPhone: novas funcionalidades

Enquanto Junho demora a chegar para podermos ver um iPhone na realidade, houve alguém que se deu ao trabalho de analisar a keynote de Steve Jobs para mostrar algo que passou despercebido a quase todos.
Alguns pormenores são realmente curiosos.

Grandes Portugueses-I

Conceito de Grandeza
Como podemos definir alguém? Pelo que é, pelo que faz ou fez? Ou pelo que permitiu, induziu ou iniciou? Pela sua bondade, entrega e altruísmo? Pela sua destreza, pela sua coragem ou audácia? Pela sua ideologia, crença ou mero dogmatismo? E com cada um destes parâmetros poderemos nós alcançar uma hierarquia valorativa num contexto tão global quanto diversificado? Está para breve o final do concurso da RTP1 Os Grandes Portugueses. Mas até lá muita água já correu debaixo das pontes, e muita argumentação sobre o real significado quer do concurso em si (será válido?), quer dos "candidatos" (questionáveis, polémicos ou injustos) que competem por lugares num ranking de 1 a 100.
As nossas vidas são caminhos de muitos altos e baixos, de aspectos negativos e positivos. Qualquer um deles fará de nós melhor ou pior. Mas poderá fazer-nos maior que outro, mesmo de outra área ou outro contexto histórico? Regemo-nos por ideias, utopias e opções e isso condiciona o que somos e o que pensamos dos outros. Não seria mais lógico (ou mais fácil) eleger a partir de sectores específicos, como artes, ciência e política?

Mas como pode uma pessoa valer mais que outra? Serão as suas qualidades da mais diversa ordem classificáveis? Nos moldes em que este concurso está assente, juntam-se alhos com bugalhos, vejam-se alguns exemplos dos resultados. Em vigésimo lugar ficou José Mourinho, valerá ele mais que o Professor Agostinho da Silva (21º)? De uma forma que diria insultuoso a todos os que estão nesta lista, temos nomes que lá foram parar por óbvia militância, como Pinto da Costa (17º!); a ex-ministra da Educação no Governo Santana Lopes, Maria do Carmo Seabra (58º) que apenas lá esteve por 4 meses e com uma enorme barraca informática na colocação dos professores; e um actor de telenovelas chamado Hélio Pestana (79º). Como podem cada um deles, onde se presume "eleger" figuras que deram bom nome ao país, ter qualificação para integrar uma lista deste género onde Salgueiro Maia (11º), Fernão de Magalhães (35º) e Mariza (61º) são reconhecidos por todos como elementos muito importantes da História deste país? Pode um futebolista ser mais importante que um cientista, ou um estadista democrata (Mário Soares, 12º) ser menos que um estadista ditatorial (Salazar nos 10+)? É aqui que cai por terra uma real validação destes dados que nos é apresentada.

Num território de dez milhões de pessoas, 100 mil votos classificaram 100 entre quase 300 nomeados, ou seja, apenas 10% da população contribuiu para esta votação. Então, não podemos considerar sequer como uma estatística, uma representação do sentir português sobre os seus elementos mais destacáveis. Tal como nas sondagens no entender dos políticos, isto vale o que vale, e quanto a mim vale, de facto, muito pouco. Mais precisamente 10%. E portanto não podemos extrapolar em demasia o contexto desta "votação". Mas podemos e devemos questioná-la, para níveis de entendimento e desenvolvimento de ideias que vieram inovar o panorama nacional no seu todo. Ao fim e ao cabo quem são os Grandes Portugueses? Como os entendemos como tal? Como nos vemos enquanto Portugal? Essa é a conquista deste programa: a discussão sobre a nossa identidade, os nossos valores, os nossos ideais.


O Pior
Com pertinência e humor, o programa da SIC-Notícias "Eixo do Mal" e o suplemento do Público "Inimigo Público" ambos com equipa das Produções Fictícias fizeram a sua lista: "O Pior Português de Sempre". Aqui os que mais contribuíram para o mal do país, o que de pior representa ser português. O confronto Salazar-Soares quase dava uma inédita ao "pai da democracia portuguesa", mas a vitória coube ao velho ditador. E a mulher, Fátima Felgueiras. Mais uma vez militância eleitoral, mas esta iniciativa ainda menos é para levar a sério. É para rir. É bom remédio, expiamo-nos e desenvolvemos civilizadamente o nosso sentido de humor.

2007-02-26

Duomo Hotel - Italia

Melhor Design Hotel 2006 pela revista Wallpaper






Designer: Ron Arad.

http://www.duomohotel.com/

2007-02-23

Zeca



Tinha eu 15 anos quando José Afonso morreu. Como tantos da minha geração, num país avesso a honrar convenientemente os seus maiores, o verdadeiro contacto com a sua obra deu-se em 1994 com a edição "Filhos da Madrugada" idealizado por Manuel Faria (Trovante) e produzido em conjunto com João Gil (Trovante) e Tim (Xutos). Neste duplo albúm juntavam-se os Madredeus, GNR, Vozes da Rádio, Peste&Sida, Opus Ensemble, Xutos, Sétima Legião, Mão Morta e outros mais para cantar as magníficas canções de José Afonso. O fascínio abriu o apetite e logo "Cantigas do Maio" de 1971 e "Venham mais cinco" de 1973 passaram a constar da minha discoteca caseira. A partir daí também para mim passou a ser "o Zeca". Desde então o conhecimento e o valor que dou à sua obra - nalguns trabalhos repletos de uma modernidade musical incrível - é inquestionável. Mais que o cantor da Resistência e da Revolução, Zeca é o cantautor-mor deste rectângulo luso.
Hoje no vigésimo aniversário da sua morte, também eu celebro a sua obra, a sua vida. Aqui ouço apenas as suas músicas tão ricas de sentimento, força, mensagem e inovação.



Ao longo deste mês, a fantástica Cristina Branco tem apresentado no Teatro São Luis, em Lisboa, noites únicas dedicadas a Zeca Afonso.

2007-02-13

Delta Office






2007-02-09

Sim

Referendo de Domingo: voto Sim.

2007-02-08

O mundo é PÚBLICO




Segunda-feira 12 Fevereiro marca o início do novo PÚBLICO. Uma profunda remodelação editorial e gráfica. Totalmente a cores, uma nova abordagem às notícias, novos suplementos, mais próximo dos leitores. Um novo design (em colaboração com Mark Porter, o actual director de arte do The Guardian e que é um dos designers de jornais mais premiado em todo o mundo nos últimos anos) e que, inclui uma nova família de caracteres tipográficos exclusivas, onde até o logo será modificado.
Antes de se conhecer tudo, eis os dois anúncios TV.

2007-02-06

The Blues



Um género musical que sempre me apaixonou, pela sua intensidade, simplicidade, onde John Lee Hooker pontua como o meu favorito, inicia-se hoje a colecção de DVDs no PÚBLICO do magnífico trabalho produzido por Martin Scorcese sobre os Blues, a sua história, os nomes. a génese. São sete documentários realizados por sete cineastas profundamente ligados ao Blues.
Passada há cerca de um ano na 2: fiquei maravilhado com a qualidade dos filmes. O primeiro - "Feel Like Going Home/De Regresso a Casa" - é realizado pelo próprio Scorcese, que busca as origens desta arte musical desde o Delta do Mississipi até África, na relação entre as raízes americanas e africana. Tem actuações inéditas de Willie King, Taj Mahal e Ali Farka Touré, e gravações raras de Son House, Muddy Waters, Lead Belly e John Lee Hooker.

2007-02-01

Multi-Touch Sensor interface





Após o Aqua do Mac OS X, o futuro será assim: uma interface de touch screen - demonstrado semelhante no iPhone - mas aqui transposto (pós "Minority Report") para a realidade de todos. Já não é mais ficção científica. Criado por Jeff Han o Multi-Touch Sensor foi publicamente apresentado no TED de Fevereiro 2006. Se com um rato, ou uma caneta, parecia fácil, o uso dos dedos tornará tudo muito mais simples e com possibilidades fantásticas.

Via A Barriga de um Arquitecto

2007-01-29

ExperimentaDesign2007 cancelada

Depois da Câmara do Porto temos agora Lisboa a desligar-se de um dos seus mais valiosos bens. É inacreditável!
O comunicado da Experimenta é bastante óbvio das vantagens do evento e bastante elucidativo das perdas que ocorrem pela não realização da Bienal.

2007-01-26

Blood Diamond



A terrífica realidade do conflito da Serra Leoa e dos diamantes de sangue.
A não perder.

Aqui mais info e crítica (Y) do PÚBLICO

2007-01-17

Brand Hong Kong



Já aqui mencionei a questão das Place Brands enquanto elemento essencial, clarificador e divulgador para um conceito de cidade, região ou país. O caso de Hong Kong é daqueles exemplos maiores em como uma definição objectiva para um território é importante. Iniciada com a mais bela bandeira do mundo, novo no seio da República Popular da China e dentro do inovador "Um País, Dois Sistemas" a automonia política (até certo ponto) e económica da ex-colónia britânica procurou a partir de 2001, redefinir-se face ao incremento da globalização e da alta competitividade no seio do "mundo" asiático. A posição que ao longo de século e meio foi conquistando por todo o mundo com as suas características únicas - sociológicas, económicas, arquitectónicas, culturais, históricas e políticas - foram os aspectos que permitiram à Landor conceber uma forte identidade visual da marca Hong Kong com o conceito de Cidade Asiática do Mundo.



“The visualization of "Brand Hong Kong" was executed through a contemporary rendering of the powerful and energetic dragon. The mark is composed of four distinct elements, depicting the Chinese characters for Hong Kong and the letters “HK.” This dual expression symbolizes the blend of East and West inherent to Hong Kong in a style suggestive of Chinese calligraphy. Complementing the visual identity is the brandline, “Asia’s world city,” underscoring Hong Kong’s role as an international hub for business, arts and culture."


A última oportunidade

O castigo como elemento definidor do espaço



Quando pensamos em prisões, lembramo-nos sempre daqueles espaços sujos e perigosos dos filmes ou séries de TV, ou mesmo das imagens degradantes vindas das sobrelotadas do Brasil, sempre ávidos para mais uma rebelião. Mesmo as de cá surgem-nos como ambientes hermeticamente estranhos e igualmente desumanizados. Todos estes aspectos constroem em nós uma ideia de local como castigo - que o é de facto - confinados que ficam os condenados, e bem (salvo os injustamente presos, mas isso é outra conversa). Mas quando um indivíduo é enviado para a prisão espera-se que esta, enquanto instituição do Estado, seja um local regenerador e reabilitador do condenado, onde a perca da liberdade seja o desafio para a sua consciencialização do mal que fez à sociedade e o pagar justo com a sua pena judicial. Numa época onde dinheiro não abunda nos meios mais necessários, a crescente sobrelotação das penitenciárias torna pertinente a edificação de mais e novos espaços. E é aqui que um pormenor, caindo na normalidade sem importância, se revela como a peça chave para a conceptualização de uma prisão: como criar um espaço prisional onde, obviamente confinador e penal, seja ambiente de castigo, mas igualmente digno? O que nos leva a uma série de outras interrogações. Como definir castigo numa sociedade mais civilizada? Como definir o castigo num ambiente arquitectónico? Como atribuir a uma pena, a reabilitação do indivíduo para a sociedade? Como conceptualizar um espaço, dentro dos modernos parâmetros da arquitectura, onde isso seja possível?



O exemplo de uma penitenciária na Áustria suscita estas e diversas outras questões. Umas pertinentes, outras até politicamente incorrectas. É, no fundo, uma transposição da essência da sociedade que temos, e do nível civilizacional que queremos atingir. O absoluto oposto de Abu Grahib, Guantanamo ou o Tarrafal, o Justizzentrum Leoben da autoria do gabinete Hohensinn Architektur, apresenta um projecto arquitectonicamente simples e fascinante, desde os conceitos técnicos e estéticos, que interferem claramente naquilo que é: um moderno espaço judicialmente punitivo e sociologicamente reabilitador. Não isento de críticas ou de óbvias divergências no seu conceito, todo o projecto advém daquilo que deverá ter sido pedido: através das instâncias judiciais e políticas austríacas. Contudo não devemos esquecer dos funcionários que lá trabalham. Também estes estão correlacionados com o espaço, e são a outra face da moeda que é o sistema penal.



Não entendendo alemão, não posso clarificar as minhas curiosidades e dúvidas quanto a este projecto, mas é claramente um assunto, delicado, mas sociologicamente notório de como a arquitectura, e o objectivo do seu uso, é definidor do espaço e das relações das pessoas com o espaço e, das pessoas entre si e em si mesmas.

2007-01-16

iPhone - em lista de espera


Sou mais um que conto os dias até que o novo iPhone saia para o mercado.
Desde a sua apresentação que lhe ganhei uma certa fixação. Assumo, sou um fã dos produtos Apple. Tenho 2 Mac's e 1 iPod. Só ainda não comprei a Apple HiFi, mas esse dia há-de chegar.
Agora que veio a luz este telemóvel da Apple, é mais um gadget para a lista dos most wanted.
A Apple sempre se caracterizou em proporcionar uma experiência de utilização única em todos os seus produtos e, por isso, já sei que o iPhone irá suplantar todas as expectativas e revolucionar a forma como usamos e vemos um telemóvel. Sem sombra de dúvidas.
Por isso estou ansioso que o iPhone comece a ser comercializado. Nos EUA é lá para Junho e na Europa, talvez em Outubro.
Para quem se quiser antecipar, pode sempre ter a sua versão caseira do iPhone.
Para mais info sobre o iPhone, podem ir acompanhando algo aqui.

Babel



A incomunicabilidade. A desconfiança. O estranho. A violência. A complexidade do ser humano. Os mesmos elementos de Crash (Colisão), mas agora num contexto global, paradigma de que a nossa sociedade permanece prisioneira de si mesma. Afinal todos sabemos disso. Os diferentes valores e tradições culturais e sociais são notórios e, na generalidade, não sabemos lidar com eles. Mas também por que não queremos, seja por inconsciência, seja por preconceito, enredados em ideologias demagógicas e unilaterais, afastando-nos da realidade de que todos estamos juntos no mesmo barco que se chama Terra. Babel significa tudo isto e também o valor e o risco da liberdade e da própria vida, emergidos na violência que nos assalta pelos conceitos e preconceitos. E como cada gesto nosso pode influenciar uma cadeia de acontecimentos imprevisíveis. É daqueles assuntos que gosto num filme. Já ganhou diversos prémios, Cannes e Golden Globe Awards. Poderá não ter (ler aqui) a força de Colisão ou 21 Gramas mas creio que a mensagem passa.

Realizado por Alejandro González Iñarritu (de Amor Perro e 21 Grams), com Brad Pitt, a extraordinária Cate Blachet, o precioso Gael Garcia Bernal e Adriana Barraza, Koji Yakusho e Rinko Kihuchi.

2007-01-12

Tecnimoplás

Empresa de moldes e plásticos.
Identidade e assinatura. Comunicação de diversos elementos.
Marinha Grande, 2007